O que mudou na emissão das notas fiscais de serviços?

O que mudou na emissão das notas fiscais de serviços

A emissão de notas fiscais de serviços no Brasil passou por uma das mudanças mais significativas dos últimos anos.

Com a criação do Emissor Nacional da Nota Fiscal de Serviços Eletrônica (NFS-e Nacional), o governo federal busca unificar, padronizar e modernizar o processo de emissão em todo o país.

Se você é prestador de serviços ou contador, é fundamental compreender o que mudou, quem está obrigado a seguir o novo modelo, o que permanece igual, como se adaptar e como evitar erros comuns.

Neste artigo, você vai conferir tudo que precisa saber sobre a nova realidade das NFS-e.

Por que a emissão de notas fiscais de serviços mudou?

Antes da criação do emissor nacional, cada município brasileiro possuía seu próprio sistema para emissão de notas fiscais de serviços. Essa fragmentação gerava:

  • Dificuldades para empresas que atuam em mais de uma cidade;
  • Custos elevados com adaptações em sistemas internos;
  • Divergências nas exigências fiscais de cada prefeitura;
  • Falta de padronização nos dados fiscais;
  • Complexidade para o Fisco fazer cruzamento de informações.

 

Com a crescente demanda por digitalização e integração dos dados fiscais, o governo federal, em parceria com os municípios, lançou o Ambiente de Dados Nacional (ADN) e o Emissor Nacional da NFS-e, que passa a ser obrigatório para todos os prestadores a partir de 2026.

O que é o emissor nacional da NFS-e?

O emissor nacional é um sistema gratuito e centralizado, criado pela Receita Federal em conjunto com os municípios, para padronizar a emissão de notas fiscais de serviços no Brasil.

Ele pode ser acessado por meio do portal oficial:
👉 https://www.nfse.gov.br/EmissorNacional/

Esse sistema substitui os antigos portais municipais, facilitando o trabalho de empresas que prestam serviços em diferentes localidades e melhorando o controle por parte dos órgãos fiscalizadores.

Principais mudanças na emissão das NFS-e

A adoção do novo emissor nacional trouxe uma série de mudanças importantes. Confira a seguir os principais pontos de transformação:

1. Centralização da emissão

Antes: Cada município tinha seu sistema próprio.
Agora: Todas as notas de serviço são emitidas pelo portal nacional.

Essa centralização acaba com as diferenças de regras e layout entre municípios, oferecendo uma experiência única e simplificada.

2. Novo layout padronizado

O modelo da nota agora segue um padrão nacional definido pela Receita Federal, o que facilita:

  • Integração com sistemas contábeis;
  • Armazenamento e organização digital;
  • Validação automática de campos obrigatórios;
  • Auditoria mais eficiente por parte do Fisco.

3. Validação automática de dados

O novo emissor possui validações automáticas, o que reduz a possibilidade de erro ou inconsistência.

Por exemplo, se um CPF ou CNPJ estiver incorreto, o sistema impedirá a emissão da nota até que seja corrigido.

4. Obrigatoriedade para todos os prestadores

A partir de 2026, todos os prestadores de serviços, inclusive MEIs, estão obrigados a utilizar o emissor nacional, caso não possuam software próprio já homologado ao novo modelo.

Essa obrigatoriedade vale para empresas:

  • Do Simples Nacional;
  • Do Lucro Presumido;
  • Do Lucro Real;
  • Com CNAEs de prestação de serviços.

O que permanece igual?

Apesar da mudança no sistema de emissão, alguns aspectos permanecem inalterados:

  • A obrigatoriedade de emitir nota fiscal de serviços continua;
  • As informações exigidas (prestador, tomador, descrição do serviço, valor e local de execução) continuam as mesmas;
  • O ISSQN (Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza) continua sendo um tributo de competência municipal.

 

Portanto, a natureza jurídica da nota fiscal não mudou, apenas o formato de emissão e o ambiente onde ela é registrada.

Quais informações são necessárias para emitir a nova NFS-e?

Para emitir uma nota no emissor nacional, o prestador precisará fornecer:

  • Dados do prestador: CNPJ, razão social, endereço e CNAE;
  • Dados do tomador: nome, CPF ou CNPJ, endereço;
  • Serviço prestado: descrição clara e objetiva;
  • Valor total da nota;
  • Município da prestação do serviço, que define o recolhimento do ISS.

 

O sistema também poderá exigir informações complementares dependendo do tipo de atividade, como código do serviço, retenção de ISS, entre outros.

Passo a passo para emitir a NFS-e no novo sistema

Se você nunca usou o emissor nacional, veja como emitir sua nota em poucos passos:

  1. Acesse o portal: https://www.nfse.gov.br/EmissorNacional/
  2. Faça login com certificado digital ou gov.br;
  3. Clique em “Nova NFS-e”;
  4. Preencha os dados do tomador do serviço;
  5. Informe os detalhes do serviço prestado;
  6. Informe o valor e o local da prestação;
  7. Revise os dados com atenção;
  8. Clique em “Emitir” para gerar a nota;
  9. Faça o download do PDF ou envie diretamente ao cliente.

Quais os impactos da mudança para as empresas?

As mudanças trazem desafios, mas também muitas vantagens, como:

✔️ Facilidade para quem atende mais de um município: Não será mais necessário se adaptar a sistemas diferentes.

✔️ Menor risco de erro fiscal: Validações automáticas ajudam a reduzir erros na hora de preencher a nota.

✔️ Mais praticidade na rotina contábil: A padronização facilita a organização de documentos fiscais e a entrega de obrigações acessórias.

✔️ Integração com futuras mudanças tributárias: O sistema já foi projetado para se adequar ao novo modelo de CBS/IBS da Reforma Tributária, que será implementado a partir de 2026.

Quais cuidados você deve ter com o novo sistema?

Apesar das vantagens, é importante seguir alguns cuidados para não correr riscos:

  • Mantenha seus dados cadastrais atualizados;
  • Revise com atenção as informações do tomador e do serviço;
  • Utilize o CNAE correto, compatível com a atividade prestada;
  • Sempre baixe e arquive a nota emitida;
  • Esteja atento ao prazo de cancelamento, que é limitado.

Como a Ogura Contabilidade pode ajudar sua empresa?

A Ogura Contabilidade está preparada para orientar empresas e profissionais que precisam se adaptar ao novo modelo de emissão da NFS-e.

Oferecemos:

  • Consultoria especializada em emissão fiscal;
  • Apoio na migração para o emissor nacional;
  • Soluções integradas de contabilidade e gestão tributária;
  • Treinamento e suporte para equipes administrativas.

 

Não corra riscos com sua documentação fiscal. Deixe a Ogura cuidar da sua conformidade com segurança e eficiência!

Precisa de ajuda com a emissão de notas fiscais de serviços no novo modelo?

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